Portugal tem mais de 200 linces a viver em liberdade, graças ao projeto de reintrodução da espécie.
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Este blog destina-se a divulgar o Lince Ibérico (Lynx pardinus), de modo a alertar para o risco de extinção da espécie.
FICHA DA ESPÉCIE
Portugal tem mais de 200 linces a viver em liberdade, graças ao projeto de reintrodução da espécie.
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SABIAS QUE PODES APADRINHAR, UM LINCE-IBÉRICO?
O casal de linces foi selecionado para repovoar a região algarvia de Alcoutim.
Há dois novos linces ibéricos nos montes do Alcoutim. A largada na natureza é mais uma etapa do programa de expansão da espécie, que quase desapareceu nos anos 90. Atualmente há mais de 1.000 exemplares à solta entre Portugal e Espanha.
Uma pequena multidão apareceu para testemunhar a libertação de Sidra e Salão, um casal de linces ibéricos que o Instituto da Conservação da Natureza escolheu para repovoar esta parte do Algarve.
A cerimónia de libertação dos dois linces ibéricos foi acompanhada pelo ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, que lembra a diferença que este programa fez na recuperação da espécie.
Além da libertação dos dois linces, o dia serviu também para apresentar um novo espaço em Silves, que terá como objetivo treinar os animais para serem devolvidos à natureza e recuperar os que apareçam doentes ou feridos.
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O programa ibérico de recuperação do lince-ibérico alargou hoje a área de reintrodução em liberdade para fora do Alentejo, com a libertação de um casal no Algarve, no concelho de Alcoutim.
O macho Sismo e a fêmea Senegal foram hoje libertados numa zona serrana entre as localidades de Farelos e Giões, em Alcoutim, elevando para cerca de 200 o número de animais já libertados em Portugal, onde chegou a estar em vias de extinção pela degradação do habitat e pela falta de fontes de alimentação, destacou o secretário de Estado da Conservação da Natureza, Paulo Catarino.
“É um projeto interessantíssimo e é um bom exemplo - num dia em que estamos em guerra - de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha, cooperação que nasceu precisamente dessa união na investigação que se tem vindo a fazer e que levou a que uma espécie que estava praticamente em vias de extinção seja hoje uma espécie salva”, afirmou Paulo Catarino.
O governante frisou que os animais libertados contribuem para “aumentar a biodiversidade” e beneficiam da alimentação e do apoio de caçadores e entidades gestoras de áreas de caça, que gerem os territórios onde as comunidades de linces de encontram e proporcionam condições para disporem da sua principal fonte de alimento, o coelho.
Esta parceria com os caçadores, as entidades de caça e as populações das zonas de libertação está, segundo o secretário de Estado, “bem patente nos resultados” obtidos “no Alentejo e agora no Algarve também”.
“O importante nesta reintrodução do lince em Portugal é que as populações e os proprietários sintam estes animais como fazendo parte de um ecossistema mais completo, mais equilibrado, e é isso que tem sido o grande sucesso desta reintrodução”, afirmou, destacando a população de quase duas centenas de indivíduos só em Portugal e mais de mil na Península Ibérica.
Nuno Banza, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), sublinhou que a libertação destes linces “alarga pela primeira vez a área em Portugal” e dá “um sinal muito importante” de que a estratégia seguida para introduzir os animais em liberdade é válida.
A mesma fonte recordou que o lince “já antes ocupou o território” e “perdeu a capacidade de sobreviver neste território”, porque a sobrevivência “está muito suportada na fonte de alimentação”, mas o alargamento da área de reintrodução ao Algarve dá um “indicador de que o habitat tem maior qualidade e maior capacidade de suportar a existência da espécie”
“Se conseguirmos fazer parcerias locais com cidadãos, agricultores, caçadores, autarquias e habitantes deste território onde ocorre o lince, podemos criar condições para que aquilo que no passado fez com que o lince desaparecesse, fosse caçado furtivamente ou que visse o seu habitat destruído, desta vez não aconteça”, considerou.
Nuno Banza anunciou que o objetivo do projeto ibérico de recuperação do lince-ibérico é chegar ao “reequilíbrio do ecossistema” para “deixar de haver uma necessidade de reintrodução permanente”, com a criação de uma “comunidade de animais que seja sustentável e viável do ponto de vista genético”.
Quando isso for possível, explicou, o projeto passará a “apenas recuperar animais que possam ser magoados em atropelamentos ou armadilhas ou que possam ter algum problema de saúde”, passando os centros “a ter mais trabalho de recuperação e apoio à existência da comunidade do que propriamente de reintroduções”.
“O que procuramos é ter uma comunidade saudável e sustentável que possa ir sendo alargada e que ocupe a verdadeira função do lince, que acaba por caçar os coelhos mais frágeis, mais doentes, e acaba por ter uma função de regulação ecológica do sistema”, acrescentou.
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Sismo e Senegal, nascidos em cativeiro, são os primeiros dois linces-ibéricos que serão soltos no Algarve, em Giões (Alcoutim) no próximo dia 24 de Fevereiro, anunciou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Atualmente, vivem cerca de 200 linces-ibéricos em liberdade no Vale do Guadiana, no Alentejo e no Algarve, após o nascimento de 70 crias em 2021, mais 10 do que no ano anterior, tinha anunciado o ICNF há duas semanas.
«Sete anos após o início do processo de reintrodução», são agora referenciados cerca de 200 linces distribuídos «por um vasto território que se estende entre os concelhos de Serpa, no Alentejo, e de Tavira, no Algarve».
Um dos aspetos mais relevantes de 2021 foi «a consolidação da população em território algarvio», onde agora residem cerca de 20 exemplares e onde ocorreram nove nascimentos, «existindo ainda um amplo território que poderá vira a ser ocupado pela espécie».
O ICNF sublinha que, nos próximos anos, ao abrigo do projeto LIFE Lynxconnect, «serão desenvolvidas iniciativas para reforçar a ligação entre as várias populações de linces e valorizar o ecossistema mediterrânico, melhorando a qualidade do habitat e a abundância de presas».
«O sucesso da reintrodução do lince, verificado ao longo destes anos, resulta de um esforço ibérico em que associações de caçadores, agricultores, proprietários, ONGs, autarquias e entidades governamentais se uniram para resgatar e reverter a tendência de evolução de uma espécie que caminhava para a extinção», conclui o ICNF.
A solta de linces-ibéricos criados em cativeiro no Centro de Reprodução situado na Serra de Silves, prevista para a zona de Giões (Alcoutim), é a primeira a ocorrer no Algarve.
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Projeto promovido pela ADPM e cofinanciado pelo Fundo Ambiental
Já começou o EducaLince, um projeto que tem como principal objetivo informar, sensibilizar e educar a população sobre os territórios do Lince-ibérico, nos concelhos de Mértola, Serpa e Alcoutim.
O projeto destina-se a sensibilizar para a importância dos ecossistemas e da biodiversidade, nomeadamente no que se refere à riqueza que geram, mas também focando as suas funções sociais, culturais e ambientais.
Entre as várias atividades previstas, destaque para o Lynx Parade, um concurso a nível nacional em que se propõe ao público a criação de uma ilustração de um lince, com design apelativo, contendo elementos de materiais reutilizáveis.
Os vencedores das respetivas categorias (jovens dos 10 aos 17 anos e adultos dos 18 aos 30) receberão prémios no valor de 300 euros.
Os interessados deverão ver o regulamento clicando aqui, e enviar os seus trabalhos por correio e para o email fundoambiental@adpm.pt até ao dia 24 de novembro.
O EducaLince é um projeto promovido pela ADPM e cofinanciado pelo Fundo Ambiental.
Projeto EducaLince informa, sensibiliza e educa a população sobre os territórios do Lince ibérico.
1.º lugar na categoria “2.º Ciclo” – Agrupamento de Escolas de Vouzela
O Agrupamento de Escolas de Vouzela (EBI de Vouzela), Eco-Escola desde 2007/2008, apresentou um jogo informático intitulado “A Reconquista do Lince”, criado por um professor e por dois alunos do 5.º ano. O jogo, que já está disponível para ser experimentado, ainda vai sofrer algumas alterações por proposta da Fundação IBERLINX que está interessada no projeto e só depois serão lançadas as versões para computador, smartphone e tablet. (versão experimental).