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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Primeira solta de linces-ibéricos no Algarve será em Alcoutim

«Sete anos após o início do processo de reintrodução», são agora referenciados cerca de 200 linces distribuídos pelo Vale do Guadiana
Sismo e Senegal, nascidos em cativeiro, são os primeiros dois linces-ibéricos que serão soltos no Algarve, em Giões (Alcoutim) no próximo dia 24 de Fevereiro, anunciou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Libertação na natureza de um lince criado em cativeiro (foto de arquivo)
Atualmente, vivem cerca de 200 linces-ibéricos em liberdade no Vale do Guadiana, no Alentejo e no Algarve, após o nascimento de 70 crias em 2021, mais 10 do que no ano anterior, tinha anunciado o ICNF há duas semanas.
«Sete anos após o início do processo de reintrodução», são agora referenciados cerca de 200 linces distribuídos «por um vasto território que se estende entre os concelhos de Serpa, no Alentejo, e de Tavira, no Algarve».
Um dos aspetos mais relevantes de 2021 foi «a consolidação da população em território algarvio», onde agora residem cerca de 20 exemplares e onde ocorreram nove nascimentos, «existindo ainda um amplo território que poderá vira a ser ocupado pela espécie».
O ICNF sublinha que, nos próximos anos, ao abrigo do projeto LIFE Lynxconnect, «serão desenvolvidas iniciativas para reforçar a ligação entre as várias populações de linces e valorizar o ecossistema mediterrânico, melhorando a qualidade do habitat e a abundância de presas».
«O sucesso da reintrodução do lince, verificado ao longo destes anos, resulta de um esforço ibérico em que associações de caçadores, agricultores, proprietários, ONGs, autarquias e entidades governamentais se uniram para resgatar e reverter a tendência de evolução de uma espécie que caminhava para a extinção», conclui o ICNF.
A solta de linces-ibéricos criados em cativeiro no Centro de Reprodução situado na Serra de Silves, prevista para a zona de Giões (Alcoutim), é a primeira a ocorrer no Algarve.
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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Libertação de Riachuelo no Parque Natural do Vale do Guadiana

 Parque Natural do Vale do Guadiana

 

Um juvenil macho, filho da fêmea Gitanilla e do macho Damán II, proveniente do Centro de cria lince ibérico El Acebuche.OAPN, Andaluzia, libertado a 10 de fevereiro.
© Centro de cria lince ibérico El Acebuche.OAPN

sábado, 13 de fevereiro de 2021

ABERTA VOTAÇÃO ATÉ 17 FEVEREIRO PARA NOMES DE CRIAS DE LINCE IBÉRICO 2021

O ICNF lança hoje uma votação online para escolher, até ao próximo dia 17 de fevereiro (às 20h00), os nomes das três jovens fêmeas de lince ibérico, provenientes do Centro de Cria de La Olivilla, a serem libertados no dia 18 de fevereiro, no Vale do Guadiana.
Teve início no dia 9 de fevereiro, a época de soltas de lince ibérico em Portugal. O Vale do Guadiana receberá, durante este mês, 7 linces. São linces nascidos no ano passado, oriundos dos Centros de Reprodução em Cativeiro, nomeadamente de La Olivilla e de El Acebuche na Andaluzia e do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, localizado em Silves.
A nível ibérico, o Vale do Guadiana é uma das áreas de reintrodução com maior sucesso. Em 2020 nasceram 60 crias em meio natural e estabeleceram-se 18 fêmeas reprodutoras com territórios estabilizados.
A reintrodução é um processo a médio/longo prazo que tem como objetivo estabelecer uma população viável e que mantenha um fluxo genético regular com outras populações de lince, restabelecendo a situação favorável à espécie, a qual só será atingida, quando se fixarem territorialmente no Vale do Guadiana, pelo menos 30 fêmeas reprodutoras.
Juvenis provenientes do Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico/ICNF, Silves (libertados a 9 de fevereiro):
Rosmaninho (macho) – filho da fêmea Fresa e do macho Drago
Rouxinol (macho) – filho da fêmea Juncia e do macho Fresco
© João P. Santos - ICNF
Juvenis provenientes do Centro de Cria de El Acebuche/OAPN, Andaluzia (libertado apenas o Riachuelo a 10 de fevereiro, enquanto o Retoño será libertado em data a definir, assim que atingir o peso adequado):
Riachuelo (macho) – filho da fêmea Gitanilla e do macho Damán II
Retoño (macho) – filho da fêmea Nota e do macho Jota
Ajude-nos a escolher um nome para as três jovens fêmeas de lince ibérico, provenientes do Centro de Cria de La Olivilla/CAGPyDS, Andaluzia!
Todos os anos, os nomes dos linces começam com uma letra consecutiva do alfabeto. As crias que nasceram em 2020 e que estão agora a ser libertadas, receberão nomes começados pela letra R: Romeira, Ravina, Rocha, Ribeira, Rasteira, Roselha, Rutabaga, Rola, Russiana e Raponcio, são as opções propostas para estes três filhotes.
R1 (fêmea) – filha da fêmea Caña e do macho Huerto
R2 (fêmea) – filha da fêmea Cynara e do macho Olivillo
R1 (fêmea) – filha da fêmea Jandra e do macho Fausto
ABERTA VOTAÇÃO ATÉ 17 FEVEREIRO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Sete linces ibéricos vão ser libertados em fevereiro no Vale do Guadiana

Tem início hoje, 9 de fevereiro de 2021, a libertação de dois de sete exemplares, a época de soltas de lince ibérico em Portugal.
O programa continuará até ao final do mês, na área de reintrodução do Parque Natural do Vale do Guadiana.
© CNRLI - ICNF
Os exemplares a soltar durante fevereiro nasceram em 2020, em três dos quatro Centros de Reprodução em Cativeiro, existentes na Península Ibérica. Dois exemplares, machos, provêm de El Acebuche (Andaluzia); três exemplares, fêmeas, são oriundos de La Olivilla (Andaluzia); e ainda dois exemplares, machos, nasceram no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), situado em Silves, no Algarve.
O ano de 2020 foi particularmente favorável ao lince em Portugal, com o nascimento de 60 crias em meio natural e o estabelecimento de 18 fêmeas reprodutoras com territórios estabilizados, tornando assim o Vale do Guadiana uma das áreas de reintrodução com maior sucesso a nível ibérico. De facto, passados seis anos sobre o início da reintrodução do lince-ibérico em Portugal, este núcleo populacional evidencia um crescimento sustentado, reunindo mais de 150 exemplares que se distribuem por quase 500 km2.
© João Santos ICNF
Para esta situação muito positiva tem contribuído a colaboração de proprietários e de gestores de herdades e de zonas de caça, uma gestão sustentável do território, a abundância de coelho-bravo, uma atitude favorável evidenciada pela população local à presença do lince e a conectividade da população de linces do Vale do Guadiana com as presentes noutras áreas de Espanha, fundamental para o incremento da variabilidade genética.
A área de reintrodução em Portugal, foi selecionada em 2014, no âmbito do projeto LIFE Iberlince. A área do Vale do Guadiana compreende territórios dos concelhos de Mértola, Serpa e zonas adjacentes, para onde os linces se dispersaram naturalmente, situadas nos concelhos de Alcoutim, Castro Verde e Beja. Estas áreas estão agora a ser consolidadas, ampliadas e interligadas no âmbito do novo projeto LIFE Lynxconnect, liderado pela CAGPyDS da Junta de Andaluzia, iniciado em setembro de 2020 e que, em Portugal, congrega como parceiros, para além do ICNF, a CIMBAL e a Infraestruturas de Portugal, IP.
© João Santos ICNF
As áreas de solta definidas para 2021 foram selecionadas com base em critérios técnicos de existência de habitat adequado e de disponibilidade de alimento para os linces e contaram com as valiosas colaborações do Regimento de Infantaria n.º 1 de Beja e da Câmara Municipal de Mértola, traduzidas na permissão de realização de parte das soltas, em terrenos sob a sua jurisdição.
© João Santos ICNF
A reintrodução é um processo a médio longo prazo que tem como objetivo estabelecer uma população viável e que mantenha um fluxo genético regular com outras populações de lince, restabelecendo a situação favorável à espécie.
O ICNF regista, com agrado, o interesse e o envolvimento crescentes dos cidadãos, da comunicação social e de associações e empresas públicas e privadas, na conservação do lince-ibérico em Portugal.
© João Santos ICNF
Sete linces ibéricos vão ser libertados em fevereiro no Vale do Guadiana

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Nossa

Nossa foi a primeira cria a nascer no Vale do Guadiana! Filha do casal que estreou esta zona de reintrodução – Jacarandá e KatmandúNossa foi a primeira cria de lince nascida em liberdade. O lince volta a nascer em Portugal!
Foto: © Carlos Carrapato - ICNF
Curiosidades dos Linces

sábado, 3 de outubro de 2020

Vale do Guadiana, Santuário de Biodiversidade

Nesta paisagem mediterrânica de mosaico, o lince ibérico encontra as condições ideais bem como muitas outras espécies igualmente relevantes para a conservação. Entre os mamíferos destacam-se a lontra (Lutra tutra), o gato-bravo (Felis silvestris) o leirão (Elyomis quercinus) e várias espécies de morcegos que habitam cavidades e fendas rochosas. O rio Guadiana é um importantíssimo biótopo para os peixes migradores, como a lampreia (Petromyzon marinus), o ameaçado sável (Alosa alosa) ou a savelha (Alosa fallax), e também para os peixes endémicos como o ameaçado saramugo (Anaecypris hispanica). Os passeriformes migradores utilizam o Vale do Guadiana como elemento físico na sua rota e o cordão de vegetação como refúgio e local de alimentação. A nível das aves de rapina ocorrem a águia de Bonelli (Aquila fasciata), águia-real (Aquila chrysaetos), o bufo-real (Bubo bubo) e a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti), tal como o grifo (Gyps fuluus) e o abutre-preto (Aegypius monachus), entre outras.
A tímida cegonha-preta nidifica nas escarpas do rio. Nas zonas mais planas encontram-se as vistosas aves da estepárias como a abetarda (Otis tarda), o sisão (Tetrax tetrax), o peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus), o peneireiro-das-torres (Falco naumanni), ou a emblemática águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti). O elegante grou (Grus grus)prefere as áreas de montado para passar a invernada. No grupo dos anfíbios destaque pela sua raridade e/ou importância das populações a rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi), o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai) e o sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternassi). Nos répteis o sardão (Lacerta lepida), a cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix) e a cobra-de-pernas-pentadáctila (Chalcides bedriagai), espécie rara e que se restringe à Península Ibérica.
© Helder Meneses - https://linceibericolynxpardinussos.blogspot.com/

De Regresso ao Vale do Guadiana

O Programa de reintrodução
Espanha e Portugal alinharam uma estratégia conjunta para recuperar a espécie, desenvolvendo-se em Portugal duas componentes principais: - conservação ex-situ, que inclui a reprodução em cativeiro desde 2005: - conservação in-situ, ações nos locais de reintrodução da espécie que incluem a conservação de habitats, fomento de coelho, sinalização das estradas e soltas de animais na natureza. A libertação do primeiro casal, Katmandu e Jacarandá, ocorreu a 16 dezembro de 2014 no cercado de aclimatação localizado na Herdade das Romeiras. A população no Vale do Guadiana alcançou, no final de 2018, 72 individuos, tendo chegado aos 100 no final de 2019. Em 2020, vivem mais de 100 linces ibéricos, do Vale do Guadiana.
© Helder Meneses - https://linceibericolynxpardinussos.blogspot.com/

Cronologia do estado de conservação do lince ibérico

Gráfico de mortes por ano

Projeto: Causas de morte do lince ibérico

A Reconquista do Lince Ibérico (Jogo)

1.º lugar na categoria “2.º Ciclo” – Agrupamento de Escolas de Vouzela
O Agrupamento de Escolas de Vouzela (EBI de Vouzela), Eco-Escola desde 2007/2008, apresentou um jogo informático intitulado “A Reconquista do Lince”, criado por um professor e por dois alunos do 5.º ano. O jogo, que já está disponível para ser experimentado, ainda vai sofrer algumas alterações por proposta da Fundação IBERLINX que está interessada no projeto e só depois serão lançadas as versões para computador, smartphone e tablet. (versão experimental).