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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Ravina, Romeira e Roselha as três jovens fêmeas de lince ibérico, libertadas no Parque Natural do Vale do Guadiana

As três jovens fêmeas, a Ravina, a Romeira e a Roselha, que foram assim colocadas no seu habitat natural, onde agora se prevê que se reproduzam.
Ravina - © João P. Santos - ICNF
Romeira - © João P. Santos - ICNF
Roselha - © João P. Santos - ICNF
Ravina, Romeira e Roselha
Conheça as três jovens fêmeas de lince ibérico, libertadas no dia 18 de fevereiro, no Parque Natural do Vale do Guadiana. Ravina, Romeira e Roselha foram as primeiras escolhas da votação que recebeu a atenção de 1041 votantes, na escolha dos seus nomes, dum conjunto que incluía Rocha, Ribeira, Rasteira, Rutabaga, Rola, Russiana e Raponcio. Agradecemos a vossa participação e que continuem a acompanhar as vidas destes filhotes.
Ravina, Romeira e Roselha as três jovens fêmeas de lince ibérico, libertadas no Parque Natural do Vale do Guadiana

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Libertação de Riachuelo no Parque Natural do Vale do Guadiana

 Parque Natural do Vale do Guadiana

 

Um juvenil macho, filho da fêmea Gitanilla e do macho Damán II, proveniente do Centro de cria lince ibérico El Acebuche.OAPN, Andaluzia, libertado a 10 de fevereiro.
© Centro de cria lince ibérico El Acebuche.OAPN

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Sete linces ibéricos vão ser libertados em fevereiro no Vale do Guadiana

Tem início hoje, 9 de fevereiro de 2021, a libertação de dois de sete exemplares, a época de soltas de lince ibérico em Portugal.
O programa continuará até ao final do mês, na área de reintrodução do Parque Natural do Vale do Guadiana.
© CNRLI - ICNF
Os exemplares a soltar durante fevereiro nasceram em 2020, em três dos quatro Centros de Reprodução em Cativeiro, existentes na Península Ibérica. Dois exemplares, machos, provêm de El Acebuche (Andaluzia); três exemplares, fêmeas, são oriundos de La Olivilla (Andaluzia); e ainda dois exemplares, machos, nasceram no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), situado em Silves, no Algarve.
O ano de 2020 foi particularmente favorável ao lince em Portugal, com o nascimento de 60 crias em meio natural e o estabelecimento de 18 fêmeas reprodutoras com territórios estabilizados, tornando assim o Vale do Guadiana uma das áreas de reintrodução com maior sucesso a nível ibérico. De facto, passados seis anos sobre o início da reintrodução do lince-ibérico em Portugal, este núcleo populacional evidencia um crescimento sustentado, reunindo mais de 150 exemplares que se distribuem por quase 500 km2.
© João Santos ICNF
Para esta situação muito positiva tem contribuído a colaboração de proprietários e de gestores de herdades e de zonas de caça, uma gestão sustentável do território, a abundância de coelho-bravo, uma atitude favorável evidenciada pela população local à presença do lince e a conectividade da população de linces do Vale do Guadiana com as presentes noutras áreas de Espanha, fundamental para o incremento da variabilidade genética.
A área de reintrodução em Portugal, foi selecionada em 2014, no âmbito do projeto LIFE Iberlince. A área do Vale do Guadiana compreende territórios dos concelhos de Mértola, Serpa e zonas adjacentes, para onde os linces se dispersaram naturalmente, situadas nos concelhos de Alcoutim, Castro Verde e Beja. Estas áreas estão agora a ser consolidadas, ampliadas e interligadas no âmbito do novo projeto LIFE Lynxconnect, liderado pela CAGPyDS da Junta de Andaluzia, iniciado em setembro de 2020 e que, em Portugal, congrega como parceiros, para além do ICNF, a CIMBAL e a Infraestruturas de Portugal, IP.
© João Santos ICNF
As áreas de solta definidas para 2021 foram selecionadas com base em critérios técnicos de existência de habitat adequado e de disponibilidade de alimento para os linces e contaram com as valiosas colaborações do Regimento de Infantaria n.º 1 de Beja e da Câmara Municipal de Mértola, traduzidas na permissão de realização de parte das soltas, em terrenos sob a sua jurisdição.
© João Santos ICNF
A reintrodução é um processo a médio longo prazo que tem como objetivo estabelecer uma população viável e que mantenha um fluxo genético regular com outras populações de lince, restabelecendo a situação favorável à espécie.
O ICNF regista, com agrado, o interesse e o envolvimento crescentes dos cidadãos, da comunicação social e de associações e empresas públicas e privadas, na conservação do lince-ibérico em Portugal.
© João Santos ICNF
Sete linces ibéricos vão ser libertados em fevereiro no Vale do Guadiana

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Parque Natural do Vale do Guadiana, 25 Anos.

PARQUE NATURAL DO VALE DO GUADIANA 25 ANOS
O Meu Alentejo
“(…) Tudo é tranquilo, e casto, e sonhador...
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: Onde há pintor,
Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?!”
Florbela Espanca
Foto: © João Santos
A ORIGEM DO SÍMBOLO
O símbolo do Parque Natural do Vale do Guadiana foi inspirado num prato com vidrado em corda seca do séc. XI. Julga-se que representa uma ave de presa, motivo ilustrado em peças de cerâmica islâmica desse período. Este símbolo evidencia a importância do património natural e das suas representações no quotidiano das comunidades e realça a relação entre as atividades humanas e a natureza. No território do Vale do Guadiana, ontem como hoje, a expressão dessa relação manifesta-se em atividades como a agricultura, a pecuária, a pesca ou a caça mas também em renovados e novos usos como o turismo, o lazer, as artes ou a investigação.
Parque Natural do Vale do Guadiana, 25 Anos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O fascinante Parque Natural do Vale do Guadiana.

O Parque Natural estende-se por 69 773 hectares, abrangendo parte dos concelhos de Mértola e Serpa, num troço de rio que se estende desde uma zona a montante do Pulo do Lobo até à foz da ribeira de Vascão.
As diversas paisagens do Parque Natural estão distribuídas por três grandes estruturas geomorfológicas:
> pelas planícies, predominantes no Parque, onde se encontram as culturas extensivas de sequeiro, as áreas de esteval e os montados de azinho;
> pelas elevações quartzíticas das serras de São Barão e Alcaria; é nesta última que se encontra o ponto mais alto do Parque Natural. Daqui, com apenas 370 m, consegue-se desfrutar de uma panorâmica sobre o relevo suave da planície alentejana e o enrugado resultante da influência próxima da serra algarvia;
> pelos vales encaixados do rio Guadiana e seus afluentes, margeados por escarpas e matagais mediterrânicos. Esta é a formação mais próxima à vegetação original da região, onde hoje em dia se pode encontrar em zonas de difícil acesso (onde a intervenção humana pouco se faz sentir).
À paisagem seca durante o verão, seguem-se os prados verdes do inverno, que vão dando lugar a tonalidades coloridas com a aproximação da primavera. Sujeito às condições de torrencialidade, as ribeiras afluentes do Guadiana ficam praticamente secas, durante os verões mais secos, enquanto que nos invernos mais chuvosos o seu caudal aumenta significativamente.
Consulte mais informação sobre o parque, aqui.
Fotos: © Helder Meneses
Fonte: Parque Natural do Vale do Guadiana

Cronologia do estado de conservação do lince ibérico

Gráfico de mortes por ano

Projeto: Causas de morte do lince ibérico

A Reconquista do Lince Ibérico (Jogo)

1.º lugar na categoria “2.º Ciclo” – Agrupamento de Escolas de Vouzela
O Agrupamento de Escolas de Vouzela (EBI de Vouzela), Eco-Escola desde 2007/2008, apresentou um jogo informático intitulado “A Reconquista do Lince”, criado por um professor e por dois alunos do 5.º ano. O jogo, que já está disponível para ser experimentado, ainda vai sofrer algumas alterações por proposta da Fundação IBERLINX que está interessada no projeto e só depois serão lançadas as versões para computador, smartphone e tablet. (versão experimental).