terça-feira, 25 de maio de 2021

Sete linces-ibéricos reintroduzidos em Portugal para conservar a espécie

Por: Helena Geraldes
A temporada de soltas de 2021 desta espécie Em Perigo de extinção terminou a 18 de Maio. Sete jovens linces-ibéricos foram libertados no Vale do Guadiana para ajudar a reforçar as populações selvagens, no âmbito de um projecto ibérico de conservação.
Muito da conservação do lince-ibérico (Lynx pardinus) passa por reproduzir animais em cativeiro e libertá-los na natureza. O objectivo é devolver aos territórios históricos uma espécie que chegou a estar quase a extinguir-se em Portugal e Espanha e que se estima viver na Península Ibérica há, pelo menos, 27.000 anos.
Mel espreita viatura. Foto: Técnico/ICNF/LIFE Iberlince
Este ano, a temporada de soltas em Portugal começou a 10 de Fevereiro e terminou a 18 de Maio. Ao todo foram reintroduzidos na natureza sete linces-ibéricos, disse à Wilder o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Destes sete linces, três são fêmeas e quatro são machos. Todos nasceram na Primavera do ano passado em três dos centros de reprodução dedicados a este felino que estão a trabalhar para conservar a espécie em Portugal e Espanha.
Dois machos vieram do Centro de Reprodução de El Acebuche, em Doñana (Espanha), três fêmeas vieram do Centro de Reprodução de La Olivilla (Espanha) e dois machos vieram de mais perto, do Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI), em Silves.
Todos os linces foram soltos no Vale do Guadiana, concelho de Mértola.
Actualmente existem no nosso país, pelo menos, três núcleos com fêmeas territoriais reprodutoras, segundo o ICNF. Estes núcleos estão dispersos pelos concelhos de Mértola, Serpa e Alcoutim. A maioria está no concelho de Mértola.
Pelo menos 18 crias nasceram este ano na natureza no nosso país
Em 2020 nasceram pelo menos 60 crias de lince-ibérico na natureza em Portugal.
Por enquanto ainda não há dados seguros e definitivos sobre quantas crias nasceram ou nascerão ainda nesta Primavera.
“Até ao momento, o ICNF já dispõe de informação segura sobre o nascimento de 18 crias. Mas muitas outras terão nascido, sendo ainda prematuro fornecer uma quantificação ainda que aproximada”, explicou à Wilder o instituto responsável pela conservação da natureza em Portugal.
“Largas dezenas de máquinas de foto-armadilhagem” terão de ser recolhidas, descarregadas, processadas e recolocadas noutros locais, num território que abrange 500 quilómetros quadrados, desde Serpa (ao Norte) até Alcoutim (ao Sul).
“A recolha de informação decorrerá ainda durante os próximos dois a três meses, pelo menos, sendo previsível que mesmo ulteriormente possam surgir novos dados.”
A população do Vale do Guadiana começou a ser criada em 2014, no âmbito do projeto ibérico LIFE+Iberlince.
A 5 de Maio de 2016, o ICNF confirmava a primeira ninhada a nascer na natureza em Portugal, no Vale do Guadiana, mais concretamente na Herdade das Romeiras. “Foi fotografada uma cria de cerca de 45 dias acompanhando a sua progenitora, Jacarandá, a primeira fêmea a ser solta em Portugal no dia 16 de Dezembro de 2014″, anunciou, então, o ICNF.
Hoje existirão, pelo menos, 894 linces-ibéricos no mundo (apenas em Portugal e Espanha), de acordo com o último censo dedicado à espécie. Desses, 107 viviam no Vale do Guadiana.
Graças aos projectos ibéricos de conservação da natureza, a população mundial de lince-ibérico conseguiu aumentar para 894 em 2019, partindo de apenas 94 linces em 2002, isolados em duas populações fragmentadas na Andaluzia.
O lince-ibérico é uma espécie classificada desde 22 de Junho de 2015 como Em Perigo de extinção, depois de anos na categoria mais elevada atribuída pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Criticamente em Perigo.
Sete linces-ibéricos reintroduzidos em Portugal para conservar a espécie

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Exposição fotográfica de Carmen Aguirre: Um olhar sobre a fauna do sul da Península Ibérica

"O meu nome é Carmen Aguirre, resido em Sevilha, profissionalmente sou jurista e fotógrafa de natureza amateur. A minha paixão é fotografar animais em liberdade, especialmente o lince-ibérico. Com a finalidade de proteger este animal em perigo de extinção, faço parte de uma plataforma denominada “Stop Atropellos Lince”, que tem como objectivo assegurar que os passos deste animal pelas vias em que circulam automóveis, sejam os mais seguros possíveis."
Carmen Aguirre, Maio de 2021
Fotografias por:
Fotografia I – Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia II – Grifo, Gyps fulvus (Hablizl, 1783) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia III – Gaio, Garrulus glandarius (Linnaeus, 1758) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia IV – Felosa-ibérica, Phylloscopus ibericus Ticehurst, 1937 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia V – Raposa-vermelha, Vulpes vulpes (Linnaeus, 1758) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia VI – Pega-azul, Cyanopica cooki Bonaparte, 1850 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia VII – Papa-moscas-cinzento, Muscicapa striata (Pallas, 1764) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia VIII – Crias de Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia IX – Cria de Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia X – Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XI – Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XII – Coruja-das-torres, Tyto alba (Scopoli, 1769) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XIII – Trepadeira-azul, Sitta europaea Linnaeus, 1758 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XIV – Esquilo-vermelho, Sciurus vulgaris Linnaeus, 1758 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XV – Abelharuco, Merops apiaster Linnaeus, 1758 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XVI – Toutinegra-de-cabeça-preta, Curruca melanocephala (Gmelin, JF, 1789) [= Sylvia melanocephala] | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XVII – Pica-pau-malhado-grande, Dendrocopos major Linnaeus, 1758 | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XVIII – Águia-d’asa-redonda, Buteo buteo (Linnaeus, 1758) | Autora: © Carmen Aguirre
Fotografia XIX – Lince-ibérico, Lynx pardinus (Temminck, 1827) | Autora: © Carmen Aguirre
📷Exposição fotográfica de Carmen Aguirre: Um olhar sobre a fauna do sul da Península Ibérica📷
Plataforma "Stop Atropellos Lince Carretera Dehesa de Abajo"
NATURAE digital, recente revista de cultura científica do Museu Virtual da Biodiversidade da Universidade de Évora.

sábado, 22 de maio de 2021

Dia Internacional da Biodiversidade

SOMOS PARTE DA SOLUÇÃO!
Ascendi lança concurso para assinalar Dia Internacional da Biodiversidade
Os participantes são convidados a fazer um trabalho sobre a biodiversidade e porque deve ser protegida. O prazo de envio dos trabalhos decorre de 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, a 4 de junho de 2021 e podem ser enviados para o e-mail ascendibiodiversidade@ascendi.pt, ou entregues nas instalações do Centro Operacional de Manutenção da Subconcessão Pinhal Interior em Ansião, até às 18h do dia 4 de junho.
Os vencedores do concurso serão premiados com uma visita ao Oceanário de Lisboa para dois adultos e duas crianças, com o transporte para Lisboa, e regresso, incluído.
LIVE-> Centro de Reprodução de Lince Ibérico "El Acebuche"
Vídeo feito por: Lince Ibérico (Lynx pardinus) S.O.S. Imagens: © Lynx ex-situ - www.lynxexsitu.es

Cronologia do estado de conservação do lince ibérico

Gráfico de mortes por ano

Projeto: Causas de morte do lince ibérico

A Reconquista do Lince Ibérico (Jogo)

1.º lugar na categoria “2.º Ciclo” – Agrupamento de Escolas de Vouzela
O Agrupamento de Escolas de Vouzela (EBI de Vouzela), Eco-Escola desde 2007/2008, apresentou um jogo informático intitulado “A Reconquista do Lince”, criado por um professor e por dois alunos do 5.º ano. O jogo, que já está disponível para ser experimentado, ainda vai sofrer algumas alterações por proposta da Fundação IBERLINX que está interessada no projeto e só depois serão lançadas as versões para computador, smartphone e tablet. (versão experimental).