Este blog destina-se a divulgar o Lince Ibérico (Lynx pardinus), de modo a alertar para o risco de extinção da espécie.
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segunda-feira, 27 de julho de 2020
Taxonomia e evolução
O lince-ibérico foi descrito em 1827 por Coenraad Jacob Temminck, inicialmente no género Felis. Já foi considerado uma subespécie do lince-euroasiático (Lynx lynx), mas estudos morfológicos e genéticos corroboram a hipótese de ser uma espécie separada. Não são conhecidas subespécies do lince-ibérico.
A linhagem dos linces divergiu da dos outros felídeos há cerca de 7,2 milhões de anos. O género Lynx começou a diversificar-se há cerca de 3,24 milhões de anos, e o lince-ibérico separou-se do lince-euroasiático há cerca de 1,18 milhão de anos.
Segundo Werdelin (1981), os linces evoluíram a partir do Lynx issiodorensis. O lince-ibérico e o lince euroasiático eram endémicos da Europa Central durante o Pleistoceno. O isolamento do ancestral comum entre essas duas espécies, no sul da Península Ibérica em refúgios na Era do Gelo, culminou no surgimento do lince-ibérico, resultado de uma diminuição do porte desta espécie. Tal diminuição no tamanho é observada no registo fóssil e provavelmente deu-se pela especialização do felídeo em caçar coelhos.
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